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As festas do dono do Master e os nomes que podem abalar Brasília; ASSISTA

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Segundo Casado, os relatos revelados na imprensa descrevem eventos com “mulheres bonitas, pouca roupa e muito álcool” — em alguns casos, “até quatro mulheres para cada político”, todas estrangeiras e sem familiaridade com o idioma dos convidados. “Sem juízo moral”, ponderou o colunista, “negócios com libertinagem é uma das receitas mais antigas de lobby”.

O ponto central, no entanto, não é o exotismo das festas, mas o que elas podem revelar sobre proteção política e institucional a um banco que, segundo investigações, operava uma fraude de grandes proporções.

Quem eram as autoridades nas festas do banco?
Casado sustenta que a eventual lista de participantes ajudaria a compreender como um banco de porte relativamente modesto conseguiu trânsito e blindagem e em áreas sensíveis do poder. “A relação de autoridades participantes dessas festas ajudaria a entender como o pequeno Banco Master ficou protegido no Congresso, no governo e no Judiciário enquanto executava uma fraude bilionária”, afirmou.

A expectativa é que parlamentares questionem Vorcaro diretamente sobre os nomes envolvidos quando (e se) ele for ouvido. O constrangimento potencial é óbvio: se autoridades responsáveis por fiscalizar, legislar ou julgar tinham proximidade social com investigados, abre-se um campo fértil para suspeitas de favorecimento.

Trata-se apenas de moralidade — ou de captura do Estado?
Casado foi explícito ao afastar o moralismo como eixo da discussão. O problema, disse, não é a vida privada dos convidados, mas o possível uso de ambientes de entretenimento como instrumento de influência. “As orgias master, aparentemente gravadas em vídeos, são relevantes porque compõem um enredo de captura do Estado brasileiro por interesses privados”, afirmou.

A expressão “captura do Estado” não é trivial. Refere-se a situações em que grupos privados conseguem moldar decisões públicas em benefício próprio — seja por meio de lobby informal, proximidade pessoal ou relações pouco transparentes.

Se confirmada a existência de registros audiovisuais desses encontros, o material pode se tornar peça-chave não apenas para o debate político, mas para investigações formais.

Como isso pode afetar o trâmite judicial do caso?
Há ainda um aspecto jurídico sensível. Para Casado, a história das festas é “importante também para a prevenção de nulidades processuais durante o trâmite na Justiça”. A lógica é direta: eventuais vínculos sociais relevantes entre investigados e autoridades podem gerar alegações de suspeição ou impedimento.

Em casos de grande repercussão, qualquer brecha processual pode resultar em anulação de atos, atrasos ou até invalidação de provas. Mapear previamente relações potencialmente problemáticas pode evitar que o processo seja contaminado por questionamentos futuros.

O escândalo entra de vez na campanha?
A análise do colunista parte de um diagnóstico político: o caso Master não ficará restrito aos autos. Com o calendário eleitoral avançando, o escândalo tende a ser incorporado ao debate público.

Se o depoimento trouxer nomes ou confirmar práticas de influência, o episódio pode alimentar discursos sobre corrupção, privilégios e promiscuidade entre poder econômico e poder político — temas que historicamente mobilizam o eleitorado.

Em Brasília, a pergunta que paira é simples — e incômoda: quem estava nessas festas enquanto o banco ampliava sua atuação?

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com iniformacoes de VEJA


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