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A divulgação de nomes para disputas ao Senado feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, de dentro da prisão na Papudinha, gerou surpresa entre integrantes da oposição e até mesmo entre aliados próximos. As indicações foram confirmadas neste sábado (21) pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), após visita ao ex-presidente.
Em entrevista a jornalistas, Sanderson afirmou que Bolsonaro já definiu os nomes para três colégios eleitorais estratégicos. Em Santa Catarina, a orientação seria lançar Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. “A orientação de Jair Bolsonaro em Santa Catarina chama Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, isso é ponto pacífico, não tem por que ficarmos nos desgastando”, declarou.
No Rio Grande do Sul, os pré-candidatos indicados seriam o próprio Sanderson e Marcel van Hattem (Novo-RS). Já no Distrito Federal, a chapa ao Senado incluiria Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL-DF).
Vice na chapa presidencial
Sanderson também mencionou nomes analisados para eventual composição como vice em uma candidatura presidencial. Segundo ele, estão entre as possibilidades o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
“Romeu Zema é um nome qualificado, digno, ousado, que somaria muito em estar conosco”, afirmou o deputado. Ele acrescentou que a definição sobre o vice dependerá da composição política mais ampla e garantiu: “O Partido Liberal estará no segundo turno”.
Incertezas em Santa Catarina
Apesar da indicação feita por Bolsonaro, o bloco em Santa Catarina permanece indefinido. Caroline de Toni comunicou a lideranças do PL, no início de fevereiro, a intenção de deixar o partido para disputar o Senado por outra legenda. A movimentação abriu espaço para articulações alternativas, incluindo a hipótese de apoio ao senador Esperidião Amin (PP) em eventual tentativa de reeleição.
Segundo relatos, houve tentativa de acomodação interna que envolveria apoio a Carlos Bolsonaro e Amin, com De Toni assumindo posteriormente a liderança da bancada. A deputada, no entanto, recusou a proposta.
Sanderson afirmou que uma eventual saída de De Toni do PL “não seria nada bom”. “Não acredito que a Carol de Toni concorra por outro partido que não seja o Partido Liberal. Se isso acontecer, não vai ser bom para nós”, declarou. Ele também elogiou a parlamentar, dizendo que ela “é uma excelente parlamentar, tem confiança de Bolsonaro e do governador Jorginho”.