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Enquanto o mundo aplaudia, o MPF investigava: irregularidades em contratos da COP 30 no Pará

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pelo Governo do Estado do Pará com a empresa B.A. Meio Ambiente, atualmente denominada Bemaven. O caso envolve obras de saneamento e drenagem em Belém, preparatórias para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorreu na capital paraense em novembro de 2025.

De acordo com a reportagem da revista VEJA, as investigações tiveram início ainda no ano passado. O MPF oficiou tanto a Secretaria Estadual de Obras Públicas quanto a empresa para que apresentassem informações detalhadas sobre os contratos. O governo do Pará, por sua vez, já enviou aos investigadores a íntegra dos processos licitatórios que resultaram na contratação de consórcios incluindo a Bemaven para as obras relacionadas ao evento climático.

O inquérito mais recente se soma a uma série de apurações que vêm acompanhando os preparativos e a execução das obras para a COP 30. Desde 2025, a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio STF investigam suspeitas de fraude em licitações, sobrepreço, direcionamento de contratos e possível envolvimento de empresas ligadas a políticos locais em obras que somam centenas de milhões de reais.

A COP 30 foi apresentada pelo governo federal e pelo governo do Pará como uma grande vitrine internacional para o Brasil na agenda climática, com investimentos bilionários em infraestrutura, saneamento e mobilidade em Belém. No entanto, a falta de transparência em alguns contratos e a sucessão de investigações têm gerado críticas sobre o uso dos recursos públicos destinados ao evento.

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Até o momento, o MPF não detalhou o valor exato dos contratos sob investigação nem apresentou conclusões sobre a existência de irregularidades. A apuração está em fase inicial e busca esclarecer se houve descumprimento de normas licitatórias ou prejuízo ao erário.
O governo do Pará afirma que todas as contratações seguem os trâmites legais e que colabora integralmente com os órgãos de controle. A empresa Bemaven ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

A reportagem da VEJA, assinada por Robson Bonin e publicada nesta segunda-feira (23), reacendeu o debate nas redes sociais, onde muitos usuários ironizaram a recorrência de investigações em contratos públicos ligados a grandes eventos.

 

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