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Fogo amigo? Operação na AGEHAB coloca “Confrades” em rota de colisão

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A operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Goiás contra a AGEHAB – Agência Goiana de Habitação, com afastamento de gestores e apuração de contratos suspeitos, caiu como uma bomba em um momento politicamente sensível da base governista, e levanta, nos bastidores, uma pergunta inevitável, há fogo amigo em curso?

No último fim de semana, durante o evento em Jaraguá que marcou o lançamento da pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo, o clima já não era de plena harmonia. Ficou evidente a insatisfação de Gracinha Caiado (União Brasil), apontada como pré-candidata ao Senado, e também do deputado federal Zacharias Calil (MDB), que igualmente pleiteia espaço na disputa.

O desconforto tem um motivo claro, a entrada de última hora de Alexandre Baldy (PP) no tabuleiro como mais um pré-candidato ao Senado, inflando uma disputa que já era congestionada dentro da própria base.

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Nos bastidores, a versão que circula é de que Alexandre Baldy (PP) teria insistido fortemente para viabilizar seu nome. O movimento teria colocado o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) em uma encruzilhada política, acomodar a pretensão para evitar desgaste com o partido comandado por Alexandre Baldy (PP) ou correr o risco de perder apoio estratégico.

É nesse contexto que, poucos dias depois, surge a operação do MPGO mirando justamente a AGEHAB, órgão presidido por Alexandre Baldy (PP). A ação, que investiga supostos favorecimentos a construtoras, manipulação contratual e pagamentos irregulares, não apenas expõe fragilidades administrativas, como também atinge diretamente a imagem de um dos novos atores da disputa senatorial.

A coincidência de timing chama atenção. Embora não haja qualquer evidência pública que conecte os fatos de forma direta, o ambiente político é fértil para esse tipo de interpretação. Em cenários de disputa interna acirrada, movimentos institucionais acabam, muitas vezes, sendo lidos também sob a lente da conveniência política.

A depender dos desdobramentos, a operação pode redefinir forças dentro da base governista e influenciar diretamente a montagem da chapa majoritária em Goiás.

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