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Governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) repassa R$ 140 milhões para esposa de ex-diretor do master

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O governo da Bahia, na gestão do petista Jerônimo Rodrigues, destinou R$ 140 milhões à Associação dos Servidores da Saúde do Estado da Bahia (Asseba) entre maio de 2024 e novembro de 2025. A entidade é administrada pelo Instituto Terra Firme, fundado pelo ex-diretor do Banco Master Augusto Lima e atualmente presidido por sua esposa, Flávia Peres (ex-ministra no governo Bolsonaro). Do total repassado, R$ 65 milhões vieram diretamente da Secretaria da Fazenda e R$ 74,1 milhões de fundos de pensão de servidores estaduais, além de R$ 150 mil de estatais.

De acordo com relatório do Coaf enviado à CPI do Crime Organizado e divulgado pelo Estadão, a Asseba repassou R$ 101,3 milhões ao próprio Banco Master (de Daniel Vorcaro) e outros R$ 21,7 milhões a empresas ligadas a Augusto Lima, como a Vida Serviços Administrativos e a ACB Processamento de Dados. Um executivo do banco, André Kruschewsky, também recebeu R$ 626,7 mil por meio de seu escritório de advocacia. O Coaf identificou movimentações financeiras atípicas, com entradas e saídas rápidas de recursos sem justificativa clara, sugerindo possível “lavagem” ou circulação de valores.

A Asseba e o Instituto Terra Firme estão no centro da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a criação de carteiras de crédito consignado fraudulentas pelo Banco Master — incluindo R$ 12,2 bilhões em títulos irregulares repassados ao Banco de Brasília (BRB). O banco obteve exclusividade para oferecer crédito consignado a servidores baianos após adquirir o Credcesta, empresa privatizada pelo governo da Bahia em 2018.

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O caso reforça as investigações sobre o escândalo do Banco Master, que já envolve repasses milionários a escritórios de advocacia, políticos e autoridades. Flávia Peres e Augusto Lima negam irregularidades, mas o entrelaçamento entre a associação, o banco e empresas do casal é apontado como suspeito pelas autoridades.

Até o momento, o governo da Bahia não se manifestou publicamente sobre os repasses. O assunto ganha relevância no momento em que o Banco Master é liquidado pelo Banco Central após rombo bilionário e em meio à CPI do Crime Organizado no Senado.


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