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“Lula critica professores e diz: erro pode estar em quem ensina, não em quem aprende”

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Em discurso realizado nesta segunda-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou debate ao questionar práticas de ensino em sala de aula e defender mudanças no acompanhamento da aprendizagem dos alunos. A fala ocorreu durante agenda ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e rapidamente repercutiu entre educadores e nas redes sociais.

Lula levantou críticas à ausência de mecanismos frequentes de avaliação no cotidiano escolar. Segundo ele, é necessário que professores verifiquem continuamente se os alunos estão assimilando o conteúdo. “Às vezes me pergunto: como é que um professor pode dar aula o mês inteiro e não tem nenhuma prova para ver se a criança está aprendendo?”, afirmou.

O presidente também defendeu uma postura mais interativa em sala de aula, destacando que o ensino não deve se limitar à exposição oral. “Não é só passar 45 minutos falando. É parar e perguntar: vocês aprenderam o que eu falei?”, disse, enfatizando a importância do retorno imediato dos estudantes.

Em um dos trechos mais comentados, Lula abordou a responsabilidade da comunicação no processo educativo. Para ele, quando o aluno não compreende após repetidas explicações, o problema pode estar na forma como o conteúdo é transmitido. “Se você fala três vezes e a pessoa não entende, talvez o problema não seja quem ouve, mas quem fala”, declarou.

A fala ocorre em um contexto de preocupação com os índices de evasão escolar no país. Segundo dados apresentados por Camilo Santana, cerca de 500 mil estudantes do ensino médio abandonam os estudos todos os anos para contribuir com a renda familiar.

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Diante desse cenário, Lula destacou a criação de um programa social voltado à permanência escolar, o chamado “Pé-de-Meia”, que, segundo o governo, já atende mais de 4 milhões de jovens. A iniciativa busca oferecer incentivo financeiro para estudantes de baixa renda continuarem na escola.

“O governo tem que escolher. Ou aceita o abandono ou toma uma decisão. E nós decidimos buscar recursos para garantir que esses jovens permaneçam estudando”, afirmou o presidente.

A declaração, no entanto, dividiu opiniões. Enquanto aliados destacam a necessidade de repensar métodos pedagógicos, representantes da categoria docente apontam que a fala desconsidera desafios estruturais da educação pública, como salas superlotadas, falta de recursos e sobrecarga de trabalho.

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