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Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em 4 anos e recebeu R$ 721 mil do presidente, aponta quebra de sigilo

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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha” e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, movimentou cerca de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos em uma conta bancária. No mesmo período, ele também recebeu R$ 721,3 mil em transferências feitas pelo próprio pai, em três operações realizadas entre julho de 2022 e dezembro de 2023.

As informações foram reveladas pelo jornal O Globo nesta quinta-feira (5) e constam na quebra de sigilo bancário autorizada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os dados analisados envolvem movimentações em uma conta do Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano.

De acordo com os registros, o empresário teve R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos no período, totalizando a movimentação próxima de R$ 19,5 milhões.

Defesa de Lulinha diz que valores têm origem lícita

Em resposta ao jornal, a defesa de Lulinha afirmou que as fontes de renda são “legítimas” e criticou a relação do caso com a investigação em curso. Segundo os advogados, há uma “gritante ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS”, que são o foco da comissão parlamentar.

A quebra de sigilo bancário e fiscal foi aprovada no colegiado da CPMI e autorizada judicialmente. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, também já havia permitido que a Polícia Federal examinasse os dados financeiros do empresário.

A apuração busca verificar possíveis relações comerciais entre o filho do presidente e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado nas investigações sobre irregularidades no sistema previdenciário.

Transferências do presidente

Sobre as transferências feitas pelo presidente à conta do filho, a defesa de Lulinha afirmou que os valores teriam origens diversas. Entre elas estariam adiantamentos de herança, ressarcimento de despesas assumidas durante o período em que Lula esteve preso e também empréstimos à empresa L.I.L.S. Palestras, da qual Fábio Luís possui participação societária recebida por herança.

Segundo os advogados, todas as operações financeiras possuem justificativa documental e não configuram irregularidade.

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