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Ministros veem domiciliar de Bolsonaro como proteção ao STF

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Ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do governo, passaram a considerar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) necessária para proteger a própria Corte e diminuir o risco político para a esquerda nas eleições deste ano.

Na visão dessa ala, um agravamento na saúde de Bolsonaro e o risco de óbito poderiam gerar desdobramentos políticos que impulsionariam a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e mergulhar o STF em uma crise ainda maior.

A apuração é do jornal O Globo. Segundo o periódico, ministros do STF disseram sob reserva que o quadro de broncopneumonia por aspiração acendeu um alerta na Corte e aumentou a pressão sobre os ministros. Para eles, o custo político para a imagem do tribunal de manter Bolsonaro na Papudinha é elevado. Entretanto, a decisão cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que ainda está avaliando o caso.

O entendimento não é unânime. Há uma outra ala no STF que considera que o caso de Bolsonaro é diferente do ex-presidente Fernando Collor, que teve domiciliar concedida após laudos médicos tidos como concretos. Esses magistrados apontam que a perícia feita pela Polícia Federal (PF) descartou a necessidade da domiciliar para o líder conservador. Também argumentam que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares e violou a tornozeleira eletrônica quando estava em casa.

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Já nos bastidores do governo, a análise é de que a ida de Bolsonaro para casa poderia minimizar a comoção popular perto das eleições e ser vista como um gesto da parte de Moraes para arrefecer os ânimos em meio ao desgaste gerado pelo caso do Banco Master.

 

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