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Moraes autoriza visita de assessor de Trump a Bolsonaro preso

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou a visita do assessor do governo de Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena após condenação por tentativa de golpe de Estado. A autorização foi concedida na noite de terça-feira (10).

Segundo a decisão do ministro, a visita deverá ocorrer no dia 18 de março, entre 8h e 10h, na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, onde Bolsonaro está detido.

Moraes mantém regra de visitas da prisão

No pedido enviado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro solicitou que a visita fosse autorizada de forma excepcional para os dias 16 ou 17 de março. No entanto, Moraes rejeitou a alteração e manteve o calendário padrão de visitas da unidade prisional.

Na decisão, o ministro afirmou que não há previsão legal para modificar as datas estabelecidas pelo sistema penitenciário apenas para atender visitantes específicos. Segundo ele, os visitantes precisam se adequar às regras da instituição, garantindo a organização administrativa e a segurança do local.

As visitas ao ex-presidente costumam ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, sempre mediante autorização do relator do processo no Supremo.

Intérprete também foi autorizado

Além da visita, Moraes permitiu que Darren Beattie esteja acompanhado de um intérprete durante o encontro. O nome do profissional deverá ser informado previamente às autoridades responsáveis pela administração do presídio.

Beattie é conhecido por posições alinhadas à direita política nos Estados Unidos e já fez críticas públicas a Moraes, a quem chamou anteriormente de responsável por ações de censura e perseguição política contra Bolsonaro.

Assessor participará de evento sobre minerais críticos no Brasil

A viagem do assessor norte-americano ao Brasil inclui participação em um evento em São Paulo voltado ao debate sobre minerais críticos, tema estratégico para a transição energética e para cadeias industriais globais.

A presença de Beattie ocorre em meio a discussões nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.

Entre os grupos citados nesse debate estão o Primeiro Comando da Capital, conhecido como PCC, e o Comando Vermelho, ambos apontados por autoridades americanas como organizações com atuação internacional.

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