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No centro do caso Master, Alexandre de Moraes tira da gaveta ação do PT para limitar delação

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O ministro Alexandre de Moraes liberou para julgamento no plenário uma ação protocolada pelo PT em 2021, que busca impor limites rigorosos à delação premiada, instrumento que, apesar de imperfeito, foi essencial para desmantelar esquemas de corrupção sistêmica na Operação Lava Jato.

O partido, outrora beneficiado por delatores em investigações passadas, agora questiona o uso do mecanismo sob pretexto de proteger garantias constitucionais como ampla defesa e contraditório, pedindo regras que restrinjam “delações forçadas”, benefícios excessivos e o emprego de colaborações cruzadas para embasar prisões ou denúncias.

O timing da liberação, coincidentemente no meio de investigações sensíveis envolvendo figuras próximas ao establishment do STF, como menções em delações recentes, levanta suspeitas de que a Corte não busca aperfeiçoar a Justiça, mas blindar-se contra o mesmo instrumento que ajudou a condenar adversários políticos no passado.

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Em vez de fortalecer o combate à impunidade, tal intervenção arrisca enfraquecer uma ferramenta valiosa de cooperação premiada, trocando eficiência investigativa por um “garantismo” seletivo que cheira mais a proteção de corporação do que a defesa imparcial do Estado de Direito.

Essa manobra reforça a percepção de um Judiciário ativista, onde ações engavetadas por anos ganham urgência quando convenientes, minando a credibilidade das instituições e alimentando a desconfiança pública em relação à aplicação desigual da lei no Brasil.

Fonte: OGlobo


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