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Operação Falso Advogado prende 14 pessoas e mira grupo que aplicava golpes em 11 estados

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (19) a Operação Falso Advogado, considerada a maior ação já realizada no país contra esse tipo de fraude. A ofensiva tem como foco uma organização criminosa especializada em enganar vítimas ao se passar por profissionais da advocacia.

Ao todo, foram cumpridos 45 mandados judiciais, incluindo 20 prisões preventivas e 25 ordens de busca e apreensão. As ações ocorreram principalmente em São Paulo e Praia Grande. Até o momento, 14 suspeitos foram detidos.

Esquema usava dados reais de advogados para enganar vítimas

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos com apoio da Polícia Civil de São Paulo, revelaram um esquema sofisticado de fraude.

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Segundo a apuração, os criminosos conseguiam acesso indevido a credenciais de advogados para consultar processos judiciais eletrônicos. Com essas informações, abordavam vítimas se passando por representantes legais e solicitavam pagamentos sob a justificativa de liberar valores judiciais.

As abordagens incluíam mensagens por aplicativos, ligações e roteiros detalhados para dar aparência de legitimidade às cobranças.

Organização tinha estrutura dividida e atuação nacional

De acordo com a polícia, o grupo operava com divisão clara de funções. Parte dos integrantes era responsável pela obtenção ilegal de dados, enquanto outros realizavam o contato com as vítimas. Havia ainda um núcleo voltado à movimentação e ocultação dos valores obtidos com os golpes.

Também foram identificados membros encarregados de fornecer linhas telefônicas e contas bancárias utilizadas no esquema.

A atuação da organização alcançava ao menos 11 estados, incluindo Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

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Justiça bloqueia bens e penas podem chegar a 26 anos

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.

Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 26 anos de prisão.

A operação contou com a mobilização de cerca de 70 policiais civis do DF, que se deslocaram até o estado paulista para cumprir as ordens judiciais.

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