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A Polícia Federal reforçou mais uma vez a inocência do ex-presidente Jair Bolsonaro ao concluir, pela segunda vez, que não houve qualquer interferência indevida dele na corporação. O relatório elaborado pelo delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e reafirma que as investigações não encontraram provas capazes de justificar qualquer imputação penal contra o ex-chefe do Executivo.
O inquérito teve origem em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro do governo. Na ocasião, Moro alegou ter sofrido pressões para trocar o comando da Polícia Federal, acusação que sempre foi negada por Bolsonaro. Já em 2022, durante o próprio governo do ex-presidente, a PF havia chegado à mesma conclusão: não existiam elementos para caracterizar crime. O então procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou a pedir o arquivamento do caso.
Mesmo após a reabertura determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em outubro de 2025, a atual gestão da Polícia Federal revisou todas as provas colhidas e manteve o entendimento técnico e imparcial. No relatório, o delegado destacou que as diligências realizadas na época dos fatos “não revelaram informações capazes de justificar imputações penais”.
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A conclusão representa mais uma vitória para Jair Bolsonaro, que sempre defendeu a legalidade de suas ações administrativas e a autonomia da Polícia Federal. O ex-presidente sustentou desde o início que as trocas de cargos seguiram a praxe da administração pública, sem qualquer motivação para interferir em investigações ou proteger aliados de forma indevida.
O caso agora retorna ao Supremo Tribunal Federal, onde caberá ao ministro relator e à Procuradoria-Geral da República a análise final. Especialistas avaliam que o novo parecer da PF, produzido sob o atual governo, reforça a solidez dos argumentos que sempre apontaram para a ausência de irregularidades por parte de Bolsonaro.
Com isso, o tempo mais uma vez confirma o que o ex-presidente afirmou repetidamente: não houve interferência ilegal na Polícia Federal durante seu mandato. A corporação, respeitada por sua tradição de independência técnica, mais uma vez demonstrou que as investigações devem se basear em fatos e provas, e não em narrativas políticas.