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Relator da CPI do Crime Organizado acusa Moraes de pressionar Coaf e travar investigações sobre Banco Master

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O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que decisões do Supremo Tribunal Federal têm dificultado o avanço das investigações sobre crimes financeiros e atingido diretamente o funcionamento do Coaf.

Segundo Vieira, o ministro Alexandre de Moraes teria criado um ambiente de pressão sobre o órgão ao impor restrições ao compartilhamento de relatórios de inteligência financeira.
“O Coaf está constrangido e ameaçado […] sob pena de cometer ilícitos”, declarou o parlamentar.

A crítica ocorre após decisão de Moraes que condicionou o envio de relatórios do Coaf à existência de investigação formal, exigindo ainda justificativa de pertinência e identificação prévia do investigado. Na prática, a medida elevou o nível de exigência para acesso a dados financeiros sensíveis.

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Vieira questiona a motivação das restrições e associa o tema às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A CPI aponta que Moraes realizou ao menos oito voos em aeronaves ligadas ao empresário. Um dos episódios teria ocorrido na véspera de um encontro entre o ministro e Vorcaro. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que, em 8 de agosto de 2025, o banqueiro escreveu: “Tô com Alexandre”, em referência ao ministro.

O senador também mencionou a expansão patrimonial do magistrado, destacando que, segundo levantamento revelado pela Estadão, Moraes e sua esposa ampliaram significativamente seus investimentos imobiliários nos últimos anos, com R$ 23,4 milhões aplicados apenas no período recente.

Além do STF, Vieira criticou o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que deixou de comparecer à CPI após obter habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, tornando facultativa sua presença.

O relator também chamou atenção para a atuação do Banco de Brasília (BRB), que teria adquirido cerca de R$ 20 bilhões em ativos ligados ao Banco Master, mesmo após indícios de irregularidades.

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“As decisões acabam protegendo estruturas que deveriam ser investigadas”, afirmou Vieira, ao criticar o que considera uma desigualdade na aplicação da lei.


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