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Zema protocola pedido de impeachment de Alexandre de Moraes

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve no Senado Federal, em Brasília, nesta segunda-feira (9) para protocolar um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Também assinaram o pedido, Eduardo Ribeiro, presidente da legenda e deputados e senadores do partido.

Zema não poupou críticas aos ministros, se referindo a parte dos magistrados como “intocáveis”, afirmando que a Corte perdeu credibilidade nos últimos anos e que os membros apontados em investigações brigam pelos próprios interesses e não pelo bem comum. Desde 2019, 65 processos para o afastamento de Moraes tramitam no Congresso Nacional.

– É uma Corte que hoje não tem moral nenhuma para julgar nada. Não vejo Moraes e Toffoli com moral nenhuma para dar nenhuma decisão. São pessoas que estão ocupando cargo e seu tempo com interesse pessoal. Não são servidores públicos. (…) É muito ruim. Nós temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de fazer de tudo e ficar imune. Não é porque alguém julga que não pode ser julgado – criticou.

O mandatário também chamou a atenção para um “silêncio” por parte do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da série de fatos envolvendo os magistrados.

– O que me motivou a ser candidato em 2018 foi a roubalheira e a incompetência do PT, que destruiu Minas Gerais. E agora estamos aí assistindo novamente algo semelhante, e cadê o posicionamento do presidente também? Não vi. E quem está calado, na minha opinião, é porque está concordando, quem está omisso é porque parece que está achando que tudo que está ocorrendo é normal e não é – disparou o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Zema também não poupou críticas aos colegas de Moraes e Toffoli, membros da Ordem dos Advogados do Brasil e estudantes de Direito.

– Esse pessoal tão ativo, assistindo essas aberrações nesses últimos dias, e todo mundo calado. Mas ainda bem que nós aqui do partido Novo não temos o rabo preso com ninguém, estamos aqui porque sabemos que o que foi cometido é gravíssimo e merece ser apurado – disparou.

O presidenciável mostrou ainda preocupação com a reputação internacional do Brasil diante da falta de transparência da Corte suprema do país.

– Isso é pelo bem do Brasil, é pelo bem das instituições. Na transparência internacional, com esses últimos fatos, o que tem ocorrido, o Brasil só tem perdido posições. Isso para nós brasileiros é muito ruim. Nós temos um pequeno grupo que se julga intocável, que se julga capaz de fazer de tudo e ficar imune. E não é porque alguém julga que não pode ser julgado. Precisa sim – afirmou em coletiva.

Romeu Zema deixará o governo de Minas Gerais para dar início aos trabalhos da campanha a presidente nas eleições de outubro.


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