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Ala de ministros do Supremo descarta anular eleição, diz site

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Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam que a decisão de Cristiano Zanin de estender o horário de votação no segundo turno das eleições, neste domingo (25), não justificaria a anulação do pleito nem o cancelamento de votos. As falas foram feitas sob reserva ao portal UOL.

A avaliação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmar que pretende recorrer à Justiça para contestar o resultado, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo informações publicadas pelo UOL, três ministros reconheceram que a decisão provocou dificuldades no processo eleitoral, mas não consideram que isso seja suficiente para invalidar a votação.

A decisão de Zanin foi divulgada às 17h03, três minutos depois do horário previsto para o encerramento da votação. O ministro determinou a extensão por duas horas, até as 19h, após pedido da campanha de Lula, que alegou dificuldades de transporte para os eleitores. Como as urnas já encerradas não poderiam ser reabertas por questões técnicas, a prorrogação foi aplicada apenas às seções que ainda estavam abertas.

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Antes de recorrer ao Supremo, a campanha de Lula havia solicitado ao TSE a ampliação do horário de votação, alegando problemas no transporte público. Nunes Marques considerou o pedido estranho às regras eleitorais e defendeu que a prorrogação dependesse da comprovação de impacto no comparecimento às urnas.

A coligação petista acionou então o STF. A petição foi protocolada às 15h46, e o caso foi encaminhado para distribuição por sorteio. Zanin foi escolhido relator, recebeu o processo às 16h33 e começou a elaborar a decisão pouco antes das 17h.

Após a divulgação da medida, Nunes Marques conversou com Zanin e explicou que as urnas já fechadas não poderiam ser reabertas. Os dois acertaram que apenas as seções que ainda estivessem em funcionamento poderiam continuar recebendo eleitores até as 19h. Posteriormente, Zanin incluiu na fundamentação que ambas as candidaturas haviam alegado dificuldades no transporte de eleitores.

Após a derrota, Flávio afirmou que não considerava possível reconhecer o resultado diante da decisão judicial. O senador criticou o fato de Zanin ter determinado a prorrogação depois das 17h e questionou a atuação do ministro, que foi advogado de Lula antes de assumir uma cadeira no Supremo.

– É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições – declarou.

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