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Amiga de Lulinha, lobista pagou ex-chefe de gabinete de Lula

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A lobista Roberta Luchsinger fez pagamentos de dezenas de milhares de reais a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ele atuou como chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de janeiro de 2023 à julho deste ano, sendo responsável pela agenda e por chamadas do petista.

Os dados e os motivos das transações ainda são restritos à Polícia Federal. Especula-se que os repasses alcancem R$ 80 mil, mas o valor não foi confirmado. A informação circulou em Brasília logo após a demissão do ex-assessor, que é de total confiança do presidente Lula desde 2015.

Quatro fontes confirmaram os repasses ao portal Poder360. A defesa de Roberta citou o ministro André Mendonça e disse desconhecer o tema, afirmando que só responderá nos autos. O Palácio do Planalto e Marcola foram procurados pela reportagem, mas não enviaram respostas até a atual publicação.

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Personagem muito conhecida nos meios políticos de Brasília, a empresária também é citada nas investigações de fraudes na Previdência Social. Ela prestou diversos serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que se encontra preso desde setembro do ano de 2025.

Roberta mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em abril de 2025, ambos foram apontados como participantes do esquema no INSS, mas ambos negam envolvimento com o caso. A Polícia Federal identificou ao menos seis viagens feitas juntos, incluindo ida para Portugal em junho de 2024.

O filho do presidente é alvo de três inquéritos, incluindo tráfico de influência e suspeita de receber mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Roberta diz tê-los apresentado por educação em 2026, mas negou que tivesse intenção de intermediar qualquer tipo de negócio.

Celulares apreendidos na operação Sem Desconto mostram familiaridade entre Roberta e Lulinha ao debater negócios envolvendo o INSS, Correios e Dataprev. Eles chegam a celebrar operações, com o filho do presidente autorizando abertamente o prosseguimento de ações financeiras.

Ainda conforme apurado pelo portal, as mensagens indicam que os dois discutiram formas de guardar dinheiro fora do radar da Receita Federal, avaliando enviar a Luxemburgo. O cenário gerou apreensão em conversas da cúpula do PT durante a recente convenção, temendo impactos negativos na reeleição presidencial.

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