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Um assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) foi preso nesta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra um grupo suspeito de explorar sexualmente adolescentes. A ação também prendeu um sargento da Polícia Militar e outros investigados por crimes contra uma jovem de 16 anos.
O assessor Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho, de 45 anos, está entre os alvos da operação NXIVM, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. Ao todo, oito dos dez mandados de prisão foram cumpridos, incluindo um contra um investigado que já estava detido.
As investigações começaram em julho, após a prisão de Matheus Rodrigues Gonçalves, ex-assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), em Niterói. Ele é acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos. Segundo o delegado Antônio Silvino, os pais procuraram a polícia após perceberem mudanças no comportamento da filha.
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– Essa investigação começou no finalzinho de julho do corrente ano quando os pais dessa adolescente a trouxeram na delegacia. Eles estavam estranhando a mudança de comportamento dela, mudança de horários – disse o delegado.
– O irmão dela conseguiu abrir, tirar a senha do celular dela e viu dentro do celular dela vários vídeos pornográficos – acrescentou.
A análise dos arquivos encontrados durante a investigação levou os policiais a outros suspeitos. Segundo a Polícia Civil, o grupo gravava abusos sexuais e torturas e usava os vídeos para ameaçar a adolescente, pressionando-a a retornar aos encontros sob medo de ter as imagens divulgadas para seus familiares e nas redes sociais.
Além do assessor e do sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, outros investigados foram presos. Entre eles estão Miguel Ribeiro Magni, de 20 anos, suspeito de filmar as agressões, João Lucas Figueiredo Perrenoud, João Pedro Alecrim Soares, Natã Marques Pereira e Carlos Otávio de Oliveira Soares da Silva.
Os suspeitos podem responder por estupro de vulnerável, corrupção de menores, exploração sexual de adolescente, associação criminosa e tortura. A polícia também investiga a possível participação de outras pessoas no esquema e trabalha para identificar novas vítimas.
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O QUE DIZEM OS CITADOS A Polícia Militar informou que acompanha o caso para avaliar as medidas cabíveis contra o sargento. A corporação afirmou que não tolera desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes e que adota providências administrativas e disciplinares quando irregularidades são confirmadas.
Talíria Petrone declarou que determinou a exoneração do assessor e disse ter sido surpreendida pela operação. A deputada manifestou solidariedade à vítima e à família e defendeu que a investigação seja conduzida com rigor, transparência e independência.
O vereador Professor Túlio afirmou que exonerou Matheus Gonçalves em julho, após tomar conhecimento da prisão. Ele também manifestou solidariedade às vítimas e defendeu a responsabilização dos culpados.