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“Barbárie”, diz delegada sobre caso de estupro coletivo em SP

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Nesta sexta-feira (1º), a delegada Raquel Kobashi Gallinati Lombardi se pronunciou a respeito do caso envolvendo a apreensão de três adolescentes por estupro coletivo de vulneráveis após denúncias sobre vídeos que mostram o abuso sexual de duas crianças, uma de 7 e outra de 10 anos, na comunidade do Pantanal, Zona Leste de São Paulo.

Na publicação, a delegada destacou que o crime foi filmado pelos abusadores.

– Como Delegada de Polícia, eu já vi muita gente ruim e cruel. Mas há crimes que são feridas abertas na sociedade. Existe uma distorção perigosa quando se tenta romantizar ou minimizar atos bárbaros sob o rótulo de “menores”. Menor não é sinônimo de incapaz de compreender o mal que pratica. E muito menos pode ser escudo para impunidade – comentou Raquel.

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E acrescentou:

– A lei brasileira prevê responsabilização. O Estatuto da Criança e do Adolescente parece que foi criado para blindar delinquente, e não para garantir que a resposta do Estado seja firme, proporcional e voltada também à proteção da vítima que é esquecida. O que revolta não é só o crime. É a sensação de que, para alguns, sempre há uma desculpa pronta. Não existe justiça sem punição. E quem insiste em relativizar a barbárie precisa entender: tolerar o intolerável não é compaixão. É conivência.

O CRIME
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta quinta-feira (30) três adolescentes por estupro coletivo de vulneráveis após denúncias sobre vídeos que mostram o abuso sexual de duas crianças, uma de 7 e outra de 10 anos.

As autoridades ainda buscam por um adulto, que está foragido na Bahia, e um quarto adolescente, ambos envolvidos no ato. O Tribunal de Justiça paulista ainda não autorizou o mandado de prisão no outro estado solicitado pelo delegado responsável pelo caso. Procurada, a corte disse apenas que não comenta decisões judiciais.

O caso ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital.

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– A família, por receio, não teve coragem de denunciar. O conselho tutelar e a polícia só tomaram conhecimento em 24 de abril – afirma o subprefeito Divaldo Rosa, em vídeo publicado nas redes sociais.

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