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Brasília – Em mais um duro golpe ao bolso do brasileiro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou nesta terça-feira (12) que a estatal vai reajustar o preço da gasolina “já já”. A declaração, feita durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, escancara o fracasso da política de controle de preços prometida pelo governo Lula desde o início do mandato.
A estatal, que já acumula sucessivos recordes de lucro, alinhou-se novamente aos preços internacionais do petróleo — influenciados pela instabilidade geopolítica — e à queda do etanol, deixando claro que o lucro da empresa vem antes do consumidor. O reajuste será aplicado inicialmente às distribuidoras, mas o repasse ao preço final nos postos é inevitável, segundo especialistas.
Enquanto o brasileiro já paga em média R$ 6,65 por litro de gasolina, o governo federal corre para tentar amenizar o impacto com possíveis medidas de subvenção ou redução de impostos. Medidas de última hora que revelam a total falta de planejamento e o despreparo da gestão petista para lidar com a realidade do mercado.
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A confirmação da Petrobras chega em um momento delicado para o Palácio do Planalto. Durante a campanha e nos primeiros anos de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados repetiram à exaustão que a “nova Petrobras” não repassaria volatilidade internacional ao consumidor e que o combustível ficaria mais barato. A realidade, mais uma vez, desmente o discurso oficial.
Economistas ouvidos por este jornal apontam que o aumento deve pressionar ainda mais a inflação, especialmente nos setores de transporte e alimentação, castigando principalmente as classes mais pobres — justamente o público que o governo Lula diz defender. “É o típico efeito dominó: gasolina mais cara significa frete mais caro, produto mais caro na prateleira e erosão do poder de compra do salário mínimo”, avaliou um especialista que preferiu não se identificar.
A gestão Chambriard, indicada pelo governo, segue a cartilha de priorizar dividendos bilionários para os acionistas — incluindo o próprio Tesouro Nacional — em detrimento de uma política mais protecionista ao mercado interno. Críticos acusam o Planalto de interferir na empresa apenas quando convém politicamente, mas de omitir-se quando o resultado é aumento de preços.
Até o fechamento desta edição, o governo não apresentou um plano concreto e robusto para impedir o repasse integral do reajuste. A promessa de “combustível barato” segue, mais uma vez, como mera retórica eleitoral. O brasileiro, que já convive com inflação persistente e custo de vida elevado, paga agora a conta de uma política econômica que, segundo analistas da oposição, combina intervencionismo seletivo com submissão aos humores do mercado internacional.