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Caiado diz que impeachment de ministros do STF pode ganhar força caso seja eleito presidente do Brasil

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O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (25) que um eventual processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal pode ganhar força caso ele chegue ao Palácio do Planalto em 2026. A declaração ocorreu durante participação em um encontro de presidenciáveis promovido pela Amcham Brasil.

Segundo Caiado, o avanço desse tipo de medida estaria ligado ao desgaste institucional provocado por denúncias recentes envolvendo familiares de integrantes da Corte e operações relacionadas ao Banco Master.

Caiado critica STF após denúncias ligadas ao Banco Master

Durante o evento, o ex-governador de Goiás afirmou que ministros citados em investigações ou denúncias deveriam se afastar temporariamente das funções para preservar a credibilidade do Supremo.

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“Pessoas que são atingidas com denúncias sobre a sua trajetória de vida deveriam ser afastadas para que respondessem”, declarou.

As falas acontecem em meio à repercussão de informações envolvendo movimentações financeiras relacionadas a familiares de ministros do STF. Entre os episódios mencionados estão transações envolvendo o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes e negociações ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli.

Caiado também comparou a situação do Supremo ao funcionamento de empresas privadas, defendendo que padrões éticos semelhantes deveriam ser aplicados aos integrantes da Corte.

Impeachment de ministros pode ampliar crise entre os Poderes

Apesar das críticas, o pré-candidato afirmou que não gostaria de conduzir um cenário de impeachment no Supremo Tribunal Federal, mas avaliou que a falta de providências internas poderia aumentar a pressão política sobre o tema.

Segundo ele, caso o próprio STF não trate das denúncias internamente, o debate sobre afastamento de ministros tende a crescer no ambiente político nacional.

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“Nada mais será discutido. Porque cada ano vai ser um cassado, ou vão cassar dois cada vez, como vai ficar isso?”, questionou durante o encontro.

Caiado lembrou ainda que processos de impeachment contra ministros do STF dependem exclusivamente do Senado Federal, o que, na visão dele, poderia intensificar ainda mais a tensão entre os Poderes em Brasília.

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