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Campanha de Lula pagou R$ 31 milhões a ex-sócio de Sidônio

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A Delta Comunicação e Projetos recebeu R$ 31 milhões da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa, fundada em dezembro de 2025, pertence a Francisco Kertesz e Raul Rabelo, ex-sócios de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Francisco, Raul, Sidônio e Eduardo Gumes Andrade eram parceiros na empresa Nordx Estratégia e Criatividade. A sociedade funcionou até 26 de dezembro de 2025, quando o atual ministro do petista repassou sua cota de 40% do negócio, avaliada em R$ 960 mil. As informações foram divulgadas pela Revista Oeste.

A Nordx recebeu esse nome em agosto de 2023. Antes se chamava M4 Comunicação e Propaganda e atuou na campanha que elegeu Lula em 2022, tendo como seu principal marqueteiro o próprio Sidônio Palmeira. À época, o comunicador recebeu R$ 37 milhões pelo projeto.

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Uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em outubro do ano passado revelou que essas não são as únicas empresas de sócios do ministro a receber altos valores do governo Lula. A produtora Macaco Gordo, que pertence a Francisco Kertesz, recebeu R$ 12 milhões em campanhas para a Caixa e a Embratur.

Até o momento, a campanha eleitoral de Lula neste ano declarou gastos de R$ 100 milhões. O petista busca a reeleição para atuar pelo quarto mandato no Palácio do Planalto.

TSE QUER RELATÓRIOS SOBRE GASTOS COM PUBLICIDADE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quinta-feira (15) que o governo Lula apresente os gastos com publicidade durante este último mandato. Os valores abrangem os anos de 2023, 2024 e 2025, além do primeiro semestre deste ano.

A determinação foi direcionada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e ao órgão central responsável pela administração orçamentária e financeira do Poder Executivo Federal. Os entes devem apresentar os dados em formato digital aberto, pesquisável e auditável.

A Corte Eleitoral atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL). A legenda visa averiguar se este ano os gastos foram superiores a média anterior, levando em consideração o fato de ser ano eleitoral. A prática é vetada pelo art. 73, VII, da Lei nº 9 504/1997.

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