No sábado (27), o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) suspendeu a divulgação da pesquisa eleitoral GO-03116/2026, realizada pelo Instituto Gazeta Ltda – IGAPE. A decisão atinge o instituto e qualquer veículo de comunicação que tenha divulgado ou pretenda divulgar os resultados.
A pesquisa mostrava Daniel Vilela (MDB) em primeiro lugar para o cargo de Governador e Gracinha Caiado (UB) liderando o primeiro voto, na cidade de Valparaíso de Goiás. A ação foi movida pela Deputada Federal Leda Borges no processo nº. 0600464-09.2026.6.09.0000.
Recentemente filiado ao Republicanos, Leda Borges sempre foi aliada de primeira hora de Marconi Perillo (PSDB) onde permaneceu filiada há mais de 20 (vinte) anos e, mesmo alegando que se aproximou do grupo político de Ronaldo Caiado (PSD), nunca foi recebida com braços abertos. Há quem diga que o medo do grupo político de Caiado em relação a Leda Borges seja o de nunca abandonar o grupo que a elegeu como Prefeita, Deputada Estadual e Federal.
E agora, o receio do grupo se tornou realidade. Lêda Borges acionou a Justiça Eleitoral para derrubar pesquisa que Daniel Vilela (MDB) e Gracinha Caiado (UB) lideravam seus respectivos cargos.
Nos bastidores, fontes ouvidas pela redação do Realidade do Povo especulam que Leda Borges ajuizou a ação como forma de retaliação à exoneração de seu filho, Marco Túlio de Moura Borges, da Diretoria de Produção da SANEAGO. Já outros dizem que Leda nunca aceitou o fato de Rafael Lustosa, ex-chefe de gabinete da Deputada Estadual Dra. Zeli, ter sido nomeado como Secretário de Estado do Entorno do Distrito Federal (Sedfgo).
Analistas dizem que a sua saída do PSDB para a base governista não abalou o grupo do ex-Governador Marconi Perillo (PSDB) porém trouxe muito atrito com o novo grupo, em especial com Pábio Mossoró (MDB), ex-Prefeito de Valparaíso de Goiás e adversário político de Leda e com Dra. Zeli (PSD), que possui a benção de Ronaldo Caiado (PSD), inclusive abertamente elogiada pela sua lealdade ao grupo e cotada com vice de Daniel Vilela (MDB).
Portanto, o Republicanos agora entra em rota de colisão com a própria base governista: Leda Borges mostrou que não possui lealdade ao grupo que a acolheu após a traição ao PSDB e agora, o partido poderá ser colocado em segundo plano no projeto eleitoral por causa de uma decisão individual e egoísta – ou bem planejada para beneficiar a mão que sempre a alimentou?
A dúvida foi sentida no Palácio das Esmeraldas e nos corredores da Assembleia Legislativa. Uma coisa é certa: Leda Borges mostrou que a base governista não tem vez se ela não for a estrela do grupo no Entorno. Vale tudo para a própria sobrevivência.
