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“Clima de guerra”, diz Daniela Lima sobre tensão no STF

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O Supremo Tribunal Federal vive nesta terça-feira (1º) um clima de confronto após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte da investigação que envolve mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Daniela Lima, do UOL, integrantes da Corte descrevem o ambiente como de “guerra”.

A jornalista afirmou ter conversado com cinco ministros do Supremo e relatou que a expressão foi usada por mais de um integrante da Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, teria sido informado na segunda-feira (31) sobre a decisão de Mendonça de pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

– O clima no Supremo é de guerra, guerra. Aliás, essa expressão foi utilizada por mais de um ministro, eu conversei com cinco integrantes da corte hoje – disse ela em seu programa, o Canal UOL.

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– O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, foi informado ontem da ordem de Mendonça para que a PGR se manifestasse sobre conteúdo que envolve um colega da corte, o ministro Alexandre de Moraes, o próprio procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal – declara a jornalista.

O presidente do STF não teria sido comunicado formalmente sobre a decisão. Segundo Daniela Lima, porém, Fachin tomou conhecimento da ofensiva de Mendonça e do pedido para que a PGR analisasse os elementos encontrados pela Polícia Federal.

A decisão de Mendonça envolve achados da Polícia Federal que incluem conversas entre Vorcaro e Moraes. Segundo as informações divulgadas pela PF, o ex-banqueiro teria procurado o ministro para tratar de possíveis medidas de investigação e perguntado se deveria deixar o país antes de ser preso.

As mensagens também apontaram pedidos s a autoridades responsáveis pelas investigações. Vorcaro teria perguntado se Moraes poderia atuar junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para adiar buscas, bloqueios ou outras medidas.

O caso também envolve registros sobre um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A PF ainda encontrou mensagens sobre pedidos de cartões com limite de R$ 300 mil para os dois filhos de Moraes.

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A tensão entre os ministros aumentou tanto que, segundo outro portal, Moraes e Mendonça quase vieram às vias de fato discutindo sobre o assunto e, principalmente, a retirada de sigilo.

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