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Como é a rotina de Daniel Vorcaro na prisão enquanto prepara nova delação

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Tentativa de levar mais conforto para a cela

Recentemente, Vorcaro tentou comprar um sofá para a cela, com recursos próprios, para ter mais conforto durante as horas de leitura. A direção da unidade, porém, não autorizou a aquisição.

A justificativa teria sido evitar a criação de privilégios para um preso específico e um possível precedente para outros detentos apresentarem pedidos semelhantes.

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O banqueiro recebe alimentação semelhante à oferecida aos policiais que trabalham na unidade. Seu banho de sol ocorre em horários diferentes dos demais presos, por determinação judicial.

A medida busca evitar que ele tenha contato com outros detentos, especialmente Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que também está preso e é investigado no mesmo caso.

Advogados e família

Vorcaro recebe seus advogados durante aproximadamente duas horas por dia. Uma vez por semana, também recebe a visita da mãe e dos dois filhos.

De acordo com os relatos, ele não tem recebido visitas íntimas desde que foi preso.

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Terceira tentativa de delação

Além de tentar lidar com a rotina da prisão, Vorcaro estaria concentrado na preparação de uma nova proposta de delação premiada. Essa seria a terceira tentativa de acordo apresentada pelo banqueiro às autoridades.

As duas propostas anteriores não foram aceitas pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República. Investigadores teriam concluído que Vorcaro não apresentou informações consideradas suficientes ou novas para justificar um acordo.

Uma delação precisa apresentar fatos relevantes e elementos capazes de comprovar as informações fornecidas pelo colaborador.

Vorcaro teria reclamado aos advogados que as propostas anteriores foram interrompidas antes mesmo que ele apresentasse um anexo ao próprio patrimônio. Segundo pessoas próximas ao caso, ele afirma possuir ativos financeiros avaliados em dezenas de bilhões de reais.

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Esses recursos, segundo a versão atribuída ao banqueiro, poderiam ser utilizados para cobrir parte significativa do prejuízo investigado no caso Banco Master, cujo rombo estimado pelas investigações pode chegar a R$ 60 bilhões.

Enquanto aguarda os próximos passos do processo, Vorcaro permanece preso em Brasília e tenta negociar uma nova estratégia de colaboração com as autoridades.

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