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Dark Horse: Quem é Karina Gama, produtora alvo da PF

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos da ação está a produtora cultural Karina Ferreira da Gama, ligada à produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também tem como alvo o deputado federal Mário Frias (PL-SP), apontado pela investigação como produtor executivo do longa. Segundo a PF, recursos destinados a entidades presididas por Karina teriam sido utilizados para outras finalidades.

Karina tem trajetória profissional ligada à comunicação, produção cultural, marketing e gestão de projetos. De acordo com informações divulgadas em seu perfil profissional no LinkedIn, ela reúne 27 anos de experiência nessas áreas, com atuação em projetos públicos e privados, negociação de contratos e patrocínios e coordenação de equipes.

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Formada em Jornalismo, Karina também possui pós-graduação em Relações Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Sua carreira inclui a criação da GO7 Assessoria, Produção e Marketing, empresa fundada em 2005 e voltada ao desenvolvimento de projetos culturais, institucionais e de marketing.

Segundo o perfil profissional, a empresa já participou de projetos em mais de 600 municípios brasileiros, nos 26 estados e em cinco países. Entre as atividades descritas estão a produção de turnês nacionais e internacionais, além de projetos para os setores público e privado.

ATUAÇÃO NA ÁREA CULTURAL
Karina também é presidente da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade criada em 2020. À frente da instituição, ela atua no planejamento e desenvolvimento de projetos e programas públicos e privados, além da coordenação das atividades da organização.

Foi por meio da ANC que Karina esteve à frente da produção da The Connect Faith, feira voltada ao público cristão realizada em São Paulo em 2025. O evento teve entre as atrações o cantor norte-americano Kirk Franklin, que se apresentou no Brasil durante a programação.

A feira também recebeu apoio da Prefeitura de São Paulo. Em agosto deste ano, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao repasse de R$ 3,5 milhões para a realização desse evento. A investigação ainda está em andamento.

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Além da ANC, Karina está ligada ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que também aparece no centro das investigações da PF. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o instituto recebeu recursos de emendas parlamentares para projetos sociais e de educação.

LIGAÇÃO COM DARK HORSE
Karina é sócia-administradora da Go Up Entertainment, produtora apontada como responsável por Dark Horse. O filme retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e teve Mário Frias como produtor executivo.

De acordo com a investigação da PF, recursos públicos destinados ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura teriam sido desviados para outras finalidades, entre elas despesas relacionadas à produção do filme.

A PF também investiga pagamentos feitos à Go Up durante o período de gravações do longa, realizadas em São Paulo entre outubro e dezembro de 2025. Os investigadores analisam despesas com hospedagem, alimentação e serviços s à produção.

A investigação aponta ainda que Mário Frias teria encaminhado R$ 645 mil à Go Up em um período de 60 dias. Para a PF, o valor seria incompatível com os rendimentos mensais do parlamentar.

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O QUE DIZ A INVESTIGAÇÃO
Segundo a PF, Karina seria próxima de Mário Frias e teria participado de sua campanha eleitoral em 2022. A investigação também analisa contratos firmados pelas entidades ligadas à empresária e a utilização de recursos provenientes de emendas parlamentares.

O Instituto Conhecer Brasil recebeu, segundo informações da investigação, R$ 2 milhões por meio de duas emendas parlamentares. A suspeita dos investigadores é de que parte dos recursos tenha sido utilizada em contratos considerados fraudulentos.

A operação apura possíveis crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações. As suspeitas, no entanto, ainda são objeto de investigação e não representam uma condenação.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Karina está entre as pessoas investigadas na operação que busca esclarecer a origem, o destino e a eventual relação entre recursos públicos destinados às entidades e despesas relacionadas à produção de Dark Horse.

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