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Em meio a caso Ramagem, FBI fez alerta de repressão transnacional

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Em 14 de abril, um dia após o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) ter sido detido nos Estados Unidos por supostas questões migratórias, o escritório do FBI em Dallas, no Texas, publicou um vídeo no qual uma representante do órgão fez um alerta para o crime de repressão transnacional, conduta que guarda semelhanças com o narrado pelo governo americano no caso do ex-parlamentar brasileiro.

No vídeo postado pelo FBI Dallas em suas redes, a agente especial Holly Kelley narra em detalhes como se desenvolve o ilícito de repressão transnacional. De acordo com ela, o objetivo dessa conduta é “silenciar, punir ou ameaçar alguém nos EUA que critique a nação ou o governo estrangeiro”.

– A repressão transnacional ocorre quando uma nação estrangeira ou alguém que trabalha para essa nação espiona, assedia, persegue ou intimida alguém nos Estados Unidos que seja daquele país ou tenha ligações com ele. Em sua pior forma, pode envolver sequestro, agressão ou até mesmo assassinato – diz a agente.

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Kelley também ressalta na postagem que a repressão “tem como alvo exilados, dissidentes, ativistas políticos ou de direitos humanos, jornalistas, oponentes políticos ou membros de comunidades minoritárias”.

– Às vezes, os autores da repressão transnacional tentam ocultar suas verdadeiras intenções alegando que o alvo deve uma multa ou tem um mandado de prisão em seu país de origem. Em outros casos, a nação estrangeira contrata investigadores particulares americanos desavisados para localizar e coletar informações sobre a vítima pretendida – detalha, concluindo com um pedido para que denúncias sejam relatadas.

No último dia 20 de abril, cinco dias após Ramagem ter sido liberado, os Estados Unidos anunciaram um pedido para que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado deixasse o país. No texto, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano afirmou que uma autoridade brasileira tentou”contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país.

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– Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso – disse a nota.

Nesta terça (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse não saber exatamente o que aconteceu no caso do delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem nos EUA. Na ocasião, o petista também afirmou que poderia usar reciprocidade contra um americano no Brasil.

– Fui informado hoje [terça, 21] de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil – disse Lula na porta do hotel em Hannover, na Alemanha, em conversa com a imprensa.


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