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Em transmissão ao vivo, Flávio fala sobre decisão de deixar o país

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Nesta sexta-feira (30), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O político disse que queria falar sobre o que fez com que ele tomasse a decisão de deixar o Brasil.

– Muita coisa tem sido dita por aí. E eu precisava desses minutinhos, apesar de poucos, aqui com vocês. (…) Foi tudo muito rápido. Eu queri agradecer aqui mais uma vez a todos vocês pelo esforço, pela dedicação, pelo carinho, por acreditarem em mim. (…) Não está sendo fácil aqui para a minha família. Eu estou aqui com a minha esposa Fernanda e com as minhas duas filhas. E eu sei que se estivesse no Brasil, não poderia ter esse contato. Acho que aqui de fora eu vou conseguir manifestar um pouquinho mais de liberdade. (…) Eu queria rapidamente narrar o momento em que eu tomei essa decisão de vir para cá junto com a minha família – falou.

Ele prossegui, citando que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar. Ele disse que após os 30 minutos da visita, foi avisado que a Polícia Federal estava esperando por ele do lado de fora.

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– Todos sabem que meu pai está em uma prisão domiciliar. E na segunda-feira após as eleições eu voltei a ter autorização para visitá-lo. (…) E na segunda-feira fui visitar meu pai pela última vez. Eu não sabia que ia ser a última vez. Eu não sei quando é que vou poder vê-lo mais uma vez. Conversei com ele sobre o resultado da eleição. (…) Eu olhei para a cara dele e falei: ‘pai, começou a perseguição”. Até um pouco antes do que eu imaginava. (…) Eu estava saindo da casa do meu pai, avistei ali do lado de fora os policiais federais. (…) Meu pai me levou até o portão, e eu sou intimado de uma decisão de Alexandre de Moraes [ministro do STF], que foi tomada poucos minutos após o anúncio pelo TSE do resultado das eleições. (…) Foram vários gols de mão que o meu adversário fez, e que não foram anulados pelo VAR. (…) Comecei a ler o que era o papel, e era a apreensão dos meus passaportes e a vedação de eu sair do Brasil. Eu olhei para a cara do meu pai, estava com os olhos marejados. (…) Ele está preso sem ter cometido nenhum crime. (…) Um de seus filhos, Eduardo, também exilado. (…) Tomei a decisão junto com a minha família. Não foi fácil – relatou.

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