Em meio à crise na pré-campanha diante da divulgação de diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e das suspeitas envolvendo o financiamento do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio fez inúmeras críticas a Lula e ao PT, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado em Sorocaba, no interior paulista.
Parte do discurso de Flávio fez referência à troca feita na PF na área responsável por investigar as fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, tocado pelo delegafo Guilherme Figueiredo, e passou um setor que investiga políticos com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF), chamado de Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).
Flávio se diz “vítima de perseguição” para “enterrá-lo vivo”
O pré-candidato ainda disse que está sendo vítima de “perseguições” e de um “tudo ou nada” para “enterrá-lo vivo”.
O evento foi marcado pelo tema da segurança pública. O ex-senador Eduardo Bolsonaro (PL) apareceu em um vídeo gravado dizendo que Derrite será “peça fundamental” para Flávio implementar no Brasil o “método Bukele”.
A declaração faz referência ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que afirma ter erradicado o crime no país graças ao encarceramento em massa. No evento, Derrite também defendeu o modelo do país da América Central.
Flávio e Derrite também defenderam que grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas. A medida é defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e rechaçada pelo governo Lula.
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Metrópoles
