Nossas redes sociais

Nacional

INSS: PF envia acordo de delação e texto já está na mesa de André Mendonça

Publicou

em



Clique e receba notícias do Poder Nacional em seu WhatsApp:

Entrar no grupo

O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado, confessou a existência de fraudes nos descontos indevidos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Essa é a primeira delação formalizada no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

A Polícia Federal já colheu todos os depoimentos do empresário, que é dono de companhias atuantes na área de seguros e planos de saúde e é apontado como um dos principais beneficiários e operadores do núcleo financeiro do esquema. O acordo foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do caso na Corte e agora deve analisar o material para decidir sobre a homologação, ou seja, a validação jurídica da colaboração premiada. A defesa de Camisotti também enviou o documento ao ministro nesta semana.

Com a assinatura da delação, há expectativa de que Camisotti possa obter o benefício da prisão domiciliar após a homologação. O acordo ainda deverá passar pela análise da Procuradoria-Geral da República, embora a negociação tenha sido conduzida diretamente com a Polícia Federal. As informações sobre o avanço da delação foram confirmadas por veículos como Metrópoles, Estadão e Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, dia 9 de abril de 2026.

Publicidade

Camisotti está detido desde a fase da Operação Sem Desconto que também resultou na prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As investigações apontam que o esquema envolvia associações e entidades que realizavam descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas, gerando prejuízos significativos aos cofres públicos e aos próprios segurados. O caso também é acompanhado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS no Congresso Nacional.

A homologação pelo ministro André Mendonça será o próximo passo decisivo para que os termos da delação produzam efeitos jurídicos, podendo trazer novos desdobramentos nas apurações sobre as fraudes no INSS.


Publicidade
Continue lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

MAIS LIDAS