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MPF define data do julgamento de Gonet por ligação com Vorcaro

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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) avaliará nesta sexta-feira (25) o caso interno envolvendo o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. A análise do colegiado acontece após a Polícia Federal achar mensagens no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os conselheiros decidirão se Gonet permanece no comando das investigações sobre as fraudes da instituição. O procedimento foi marcado logo depois de duas sessões da Suprema Corte a respeito do relatório que cita diálogos de Vorcaro sobre o ministro Alexandre de Moraes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o próprio Gonet.

O relator sorteado para o caso é Francisco de Assis Sanseverino. O subprocurador-geral também coordena a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, que analisa casos criminais. Se o conselho identificar indícios de infrações penais, será designado um outro nome para conduzir a investigação contra o chefe da PGR.

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As referências causaram reações mistas na cúpula ministerial. Parte dos integrantes criticou a tentativa do procurador de anular atos que embasaram inquéritos. Já os aliados defendem que os dados policiais indicam apenas a ida a um evento de Vorcaro, sem qualquer prática de crime comum.

A investigação da PF documentou fotografias de Paulo Gonet junto ao empresário na cidade de Londres, em uma degustação de charutos e uísque, em abril de 2024. No ano seguinte, um advogado remeteu uma imagem ao lado do procurador e intermediou ligações breves com Vorcaro. A Procuradoria confirmou que a foto é verdadeira.

— O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024 — afirmou Gonet.

Gonet solicitou no dia 1º de setembro a invalidação das medidas do ministro André Mendonça. O magistrado havia determinado diligências para investigar Alexandre de Moraes, Andrei e o próprio procurador. O chefe ministerial apontou abuso de autoridade por ausência de prazo para defesa.

— Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar investigações pré-processuais. Não lhe é dado valer-se da polícia judiciária como sua longa manus para atividades que não lhe foram assinaladas — declarou Gonet.

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Durante a sessão extraordinária do STF de 15 de setembro, Mendonça explicou que ordenou as primeiras apurações porque as mensagens interceptadas poderiam citar Gonet. O objetivo era solicitar o contexto dos diálogos à Polícia Federal.


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