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Por fake contra vice de Flávio, ex-assessora de Lula será investigada

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A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) investigue Brunna Rosa Alfaia, ex-assessora do governo Lula, por suspeita de divulgação de informações falsas contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16) pela 71ª Zona Eleitoral de Niterói (RJ), após uma notícia-crime apresentada por Gaspar.

O caso envolve um vídeo publicado em 8 de outubro por quatro perfis nas redes sociais, que associava Gaspar a uma suposta investigação por crime sexual contra uma criança. Segundo a denúncia, a publicação também fazia referência à disputa pela Presidência e pedia votos para a chapa lulista. A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Cappelli, do jornal Correio da Manhã.

Brunna ocupou o cargo de secretária de Estratégia e Redes da Secretaria de Comunicação Social (Secom) durante o governo Lula, entre março de 2024 e janeiro de 2025. Ela também coordenou a comunicação digital da campanha presidencial petista em 2022. André Martins Rembold é outro nome citado na notícia-crime. A participação de cada um dos denunciados ainda será apurada.

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A defesa de Gaspar afirmou que o vídeo foi divulgado dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), determinar o arquivamento de um procedimento à mesma acusação, por falta de indícios mínimos para a abertura de investigação criminal.

Ao determinar a apuração, a Justiça Eleitoral ressaltou que a existência de elementos iniciais justifica a investigação, mas não significa que os denunciados sejam culpados. A Polícia Federal deverá identificar os responsáveis pelos perfis, examinar os registros digitais da publicação e apurar se os envolvidos sabiam que as informações divulgadas poderiam ser falsas.

A decisão também ordenou que o Instagram preserve, inicialmente por um ano, os registros s ao vídeo e aos quatro perfis envolvidos: @lulapelaverdade, @rembodinho, @kriskacarvalho e @midia.ativista. A medida inclui dados cadastrais, endereços IP e informações sobre datas e horários de acesso.

O caso será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem caberá analisar eventual pedido de remoção do vídeo por se tratar de conteúdo à disputa presidencial.



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