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Campanha de Flávio aciona TSE contra 20 mil perfis falsos

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Nesta segunda-feira (20), a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar perfis falsos que estariam atacando o pré-candidato nas redes sociais. O grupo também pediu uma decisão liminar para retirar essas contas do ar.

Segundo o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), os ataques também atingem os pré-candidatos à reeleição aos governos de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). A equipe afirma ter identificado cerca de 20 mil perfis falsos.

De acordo com Marinho, essas contas teriam movimentado cerca de R$ 20 milhões para impulsionar publicações com conteúdo contra Flávio Bolsonaro. Antes de falar com a imprensa, o senador se reuniu com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para apresentar o pedido.

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– Viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem está financiando esse atentado à democracia – afirmou Marinho.

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que integra a equipe jurídica da pré-campanha, afirmou que o PL identificou, em fevereiro, perfis pequenos com poucos seguidores movimentando altos valores em anúncios. Segundo ela, essas contas seriam criadas com CPF falso e apagadas após a divulgação das publicações.

– [O perfil] paga valores substanciais e depois apaga o perfil para não deixar rastro. E logo depois cria outro bloco de perfis todos muito assemelhados, com DDD parecido. Impulsionamentos pagos em reais, peso colombiano e dólares. O DDD muito repetido é 041, do Paraná. Não sabemos o motivo. São 20 mil perfis – afirmou.

Segundo Bucchianeri, a equipe pediu uma ampla quebra de sigilo para obter da Meta dados sobre os responsáveis pelos anúncios, incluindo informações de cadastro, datas de criação e desativação das contas, além dos valores pagos pelas publicações.

– A gente precisa saber de quem é esse cartão de crédito. De quem é esse CPF. De quem é essa linha telefônica – disse.

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A advogada também afirmou que um número reduzido dessas contas publicava mensagens de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

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