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Escala 6×1: Se aprovada, “Brasil não terá mais voo internacional”

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O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou que o possível fim da escala 6×1 pode comprometer seriamente a aviação internacional brasileira. A avaliação foi feita durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, nesta terça-feira (5).

– Se um projeto assim for implementado, o Brasil não vai ter mais operação internacional – disse o executivo.

De acordo com Cadier, ainda há incertezas sobre como a nova regra será aplicada, já que existem diferentes propostas em discussão – algumas delas incluindo pilotos e comissários nas mesmas limitações de jornada, o que ele considera inviável.

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O executivo destacou que determinadas versões do projeto poderiam impedir a realização de voos com mais de oito horas de duração, o que, na prática, acabaria com as operações internacionais da companhia no país. Isso ocorre porque jornadas mais longas são inerentes à atividade de tripulações em rotas intercontinentais.

Ainda assim, ele demonstrou confiança de que o Congresso fará ajustes para contemplar as especificidades da profissão.

A declaração foi dada no mesmo dia em que a companhia divulgou resultados financeiros expressivos do primeiro trimestre de 2026. A empresa registrou lucro líquido de 576 milhões de dólares (aproximadamente R$ 3 bilhões) no período, transportando 22,9 milhões de passageiros – um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação foi de 85,3%, configurando o melhor desempenho trimestral da história da companhia.

VOTAÇÃO AINDA EM MAIO

Nesta terça (5), o relator da Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), apresentou seu plano de trabalho para o colegiado. A ideia é que o relatório seja votado no dia 26 de maio.

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Com o cronograma de votação, o plenário da Câmara dos Deputados poderia votar o texto já no dia 27 de maio. Antes disso, devem ser realizadas cinco audiências públicas sobre o assunto, assim como seminários.


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