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Flávio defende liberdade para negociar jornada de trabalho

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Nesta segunda-feira (24), em São Paulo, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu a liberdade do trabalhador para negociar a própria carga horária. A fala aconteceu durante reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comentou o encontro e afirmou que a entidade compartilha da mesma visão de país defendida pelo candidato.

– Defendemos uma visão de um mercado liberal, uma economia liberal, menos estado, mais agilidade, mais competitividade, juros menores, responsabilidade fiscal – disse Skaf, ao citar pontos que, segundo ele, também são defendidos por Flávio.

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– Por isso, ele tem a nossa simpatia – concluiu o presidente da Fiesp.

Sobre a proposta de jornada, Flávio disse que a mudança não obriga ninguém a deixar o modelo atual de trabalho. Segundo ele, quem quiser manter a escala fixa poderá continuar assim, e a ideia é criar uma opção extra para quem prefere outro formato.

– A pessoa não tem que ficar engessada com uma escala fixa que não vai resolver a vida dela. Quem quiser trabalhar no sistema que está, vai continuar, mas vai ter a possibilidade de trabalhar, com todos os direitos trabalhistas garantidos, com a jornada que for possível. Se quiser trabalhar mais horas, vai trabalhar também e vai ganhar mais. Vamos dar liberdade para que as pessoas possam escolher a sua carga horária de trabalho – afirmou Flávio, recebendo aplausos dos empresários presentes.

A proposta faz parte do plano de governo O Brasil Vai Vencer, dentro do tópico chamado O Brasil que Prospera.

Aos jornalistas, Flávio criticou a situação fiscal do governo atual. Para ele, a falta de responsabilidade fiscal trava investimentos em infraestrutura no país.

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– Faltam investimentos em infraestrutura para que possamos, em todos os setores, garantir o escoamento da nossa produção, por intermédio de mais rodovias, portos e aeroportos modernos para baratear o custo para exportação de nossos produtos. E temos um governo que não tem condições de fazer investimentos pela falta de sua responsabilidade fiscal – criticou Flávio.

Ele também comparou o momento econômico do país ao período da pandemia.

– Está todo mundo preocupado com os rumos da economia do país. O Brasil já quebrou. Está respirando por aparelhos. O Governo Lula consegue ser pior que a pandemia – enfatizou Flávio.

O candidato reafirmou ainda o plano de formar um governo com equipe técnica, seguindo o modelo adotado por seu pai, Jair Bolsonaro. Ele disse que pretende atuar junto ao Congresso para tentar reorganizar a economia do país.

Flávio defendeu mais segurança jurídica, sem decisões tomadas por um único ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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– Não dá pra admitir que um ministro do Supremo Tribunal Federal, em uma canetada, intime uma prefeitura de uma grande cidade, como São Paulo, a dar satisfação porque o muro da cracolância deixou de ser de madeira e foi construído em concreto. Qual a lógica de o Supremo se meter numa situação dessas? O mesmo no Rio de Janeiro, onde praticamente inviabilizaram o trabalho de nossas polícias. O policial hoje tá com mais medo de sentar no banco dos réus e enfrentar o juiz do que ir combater narcoterroristas nas favelas – afirmou o candidato do PL.

– Está tudo invertido nesse país. Quem é inocente está preso e quem é bandido está solto, e governando o nosso Brasil – finalizou.


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