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Governo Lula teme tarifa de até 37,5% dos EUA e adia reciprocidade

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O governo Lula avalia que os Estados Unidos podem ampliar a pressão comercial sobre o Brasil com uma tarifa adicional de 12,5% baseada em uma investigação sobre trabalho forçado. Se confirmada e cumulativa com a tarifa de 25% já anunciada para determinados produtos, a sobretaxa poderá chegar a 37,5% para parte das exportações brasileiras.

A expectativa foi manifestada por integrantes do governo durante entrevistas sobre o tema. Segundo autoridades brasileiras, ainda não há confirmação oficial de que as tarifas serão cumulativas, mas esse é um dos cenários considerados pelo Planalto enquanto aguarda a decisão final dos EUA.

Ao mesmo tempo, o governo adotou um tom mais cauteloso em relação à Lei da Reciprocidade. Após inicialmente afirmar que acionaria imediatamente os mecanismos previstos na legislação, integrantes do Executivo passaram a defender que uma eventual resposta ocorrerá apenas no “momento adequado”, priorizando as negociações diplomáticas.

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O novo cenário ocorre após um período de forte desgaste na relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Levantamentos citados pelo usuário indicam que Lula fez ao menos 35 críticas públicas a Trump nos últimos nove meses e 67 desde setembro de 2025. Esses números são de natureza quantitativa e, por si só, não estabelecem relação causal com as medidas comerciais adotadas pelos EUA.

Na véspera do anúncio do tarifaço, Lula também voltou a criticar Trump em um evento público, afirmando que “nem a dentadura de Trump é igual a essa”, ao comparar próteses dentárias fornecidas pelo SUS. A declaração ganhou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa.
O governo brasileiro, por sua vez, sustenta que as tarifas impostas pelos Estados Unidos são injustificadas e têm caráter protecionista. O Itamaraty contesta as alegações relacionadas ao combate ao trabalho forçado e afirma que o Brasil possui instrumentos legais para enfrentar esse tipo de prática, além de defender que eventuais disputas comerciais sejam resolvidas por meio da negociação.

Enquanto isso, exportadores e representantes da indústria acompanham com preocupação os próximos passos da política comercial americana. Caso a tarifa adicional de 12,5% seja efetivamente aplicada de forma cumulativa, parte dos produtos brasileiros poderá enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%, elevando o custo das exportações para o mercado dos Estados Unidos.

Foto: Agência Brasil


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