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Jorge Messias chega com 47 votos na sabatina no Senado para vaga no STF

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Após cinco meses de espera, a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado já tem data marcada e deve acontecer na próxima quarta-feira, dia 29 de abril. O atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para avançar no processo e garantir a vaga na Suprema Corte, Messias precisará passar por duas etapas decisivas: primeiro, ser aprovado pela maioria simples dos senadores presentes na CCJ; depois, conquistar pelo menos 41 votos no plenário do Senado, onde participam os 81 parlamentares da Casa.

Jorge Messias chega à sabatina com apoio de pelo menos 47 senadores

Segundo informações apuradas nos bastidores do Senado, Jorge Messias já conta com ao menos 47 votos favoráveis, número suficiente para garantir sua aprovação no plenário, caso o cenário se mantenha até a votação oficial.

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Desde que foi anunciado por Lula, em 20 de novembro do ano passado, o chefe da AGU intensificou sua articulação política e visitou cerca de 77 senadores, incluindo parlamentares da base governista e também da oposição.

Durante esses encontros, o objetivo foi apresentar sua trajetória profissional, reforçar sua experiência no serviço público e consolidar apoio para a indicação ao STF.

Vaga no STF foi aberta após saída antecipada de Barroso

Jorge Messias foi escolhido para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria e deixou o Supremo em outubro de 2025.

Nos bastidores, aliados afirmam que o cenário atual é mais favorável do que no fim do ano passado, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, chegou a marcar a sabatina, mas precisou adiar o processo devido à demora no envio da mensagem presidencial.

Apesar do clima mais positivo, interlocutores do AGU ainda tratam o processo com cautela. A avaliação é de que, mesmo com boas chances de aprovação, a margem de votos pode ser apertada, semelhante ao que ocorreu nas sabatinas de Flávio Dino e Cristiano Zanin.

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A votação é acompanhada de perto por lideranças políticas e pode definir mais um nome de peso indicado por Lula para a composição do Supremo Tribunal Federal.

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