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Mensagens de Vorcaro e Marques evitam derrota de Moraes no STF

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O ministro Alexandre de Moraes poderia ter sido derrotado durante sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal, realizada nesta terça-feira (15), se as mensagens sobre o ministro Nunes Marques envolvendo Daniel Vorcaro não tivessem sido reveladas pela imprensa. O conteúdo mudou o cenário antes previsto para a votação sobre a abertura de uma investigação contra Moraes.

As informações são da colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Antes da sessão, a avaliação entre integrantes da Corte era de que cinco ministros votariam pela investigação: Edson Fachin, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Dias Toffoli declarou-se impedido.

O cenário começou a mudar na noite anterior, quando passou a circular a informação de que mensagens encontradas no celular de Vorcaro citavam supostos pagamentos de R$ 500 mil mensais ao advogado Kevin Marques, filho de Nunes Marques. Kevin nega ter recebido os valores mencionados no conteúdo.

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O material chegou ao gabinete de Nunes Marques, que foi questionado pela imprensa sobre as mensagens. Segundo a coluna, o ministro comunicou naquela noite ao próprio Moraes que se declararia impedido de participar do julgamento que analisaria a abertura da investigação.

Até então, integrantes contrários à abertura do procedimento ainda esperavam que Nunes Marques votasse contra Moraes. Alguns ministros chegaram a preparar manifestações sobre as mensagens envolvendo o filho do magistrado para apresentá-las durante a sessão.

Nunes Marques, porém, anunciou o impedimento logo no início dos debates e deixou o plenário. Segundo magistrados ouvidos pela coluna, a circulação das mensagens, chamada por eles de “explosão” envolvendo Nunes Marques, alterou a composição prevista para a votação. Com a saída do ministro, o cenário passou a ser de empate entre os integrantes que participariam da análise.

A sessão não terminou com uma decisão sobre o caso. Flávio Dino pediu vista do processo, adiando a análise por prazo ainda indefinido.


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