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Nikolas reage à decisão de Moraes: “Como levar a sério as eleições nesse país?”

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro provocou novas reações entre aliados do líder conservador. Neste sábado (18), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a medida e levantou críticas ao processo eleitoral brasileiro.

Em publicação nas redes sociais, Nikolas comentou a proibição da visita do presidente da Argentina, Javier Milei, a Bolsonaro.

“Além de proibir por 30 dias todas as visitas até as eleições, agora Moraes proíbe o presidente da Argentina de visitar Jair Bolsonaro. Como levar a sério as eleições nesse país?”, escreveu o parlamentar.

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Flávio chama decisão de “ilegal”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também criticou a decisão em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo ele, as medidas determinadas por Moraes são “ilegais, desproporcionais, covardes e cruéis” e teriam motivação política.

Durante a gravação, Flávio afirmou que o ministro estaria perseguindo o ex-presidente e tentando influenciar o cenário eleitoral.

“Não é justiça, é vingança”, declarou o senador.

Flávio também sustentou que Moraes teria interferido nas eleições de 2022 e voltou a acusá-lo de atuar politicamente em decisões relacionadas ao processo eleitoral.

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Moraes justificou decisão com “Carta aos brasileiros”

As novas restrições foram adotadas após Jair Bolsonaro divulgar, por meio de Flávio Bolsonaro, a chamada “Carta aos brasileiros”, publicada nas redes sociais.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que o documento possuía caráter político-eleitoral e que o ex-presidente utilizou o filho como intermediário para contornar a proibição de manifestações públicas.

Segundo o ministro, o fato de a carta ter sido dirigida “aos brasileiros” demonstra que o objetivo era alcançar o público em geral e manter comunicação com seus apoiadores por meio das redes sociais do senador.

Foi com base nesse entendimento que Moraes manteve a restrição às visitas de Flávio Bolsonaro e ampliou as limitações impostas ao ex-presidente durante o período eleitoral.

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