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O ex-procurador da República e pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) fez duras críticas à política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante entrevista concedida nesta quinta-feira, 2 de julho, Deltan afirmou que o Brasil enfrenta uma deterioração das contas públicas e declarou que Lula estaria colocando o cidadão brasileiro “à beira do precipício” na área econômica.
A avaliação foi apresentada ao Pleno Time durante uma análise sobre gastos públicos, inflação, aumento de impostos, dívida pública e equilíbrio fiscal.
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Deltan compara governo Lula à gestão Dilma
Ao comentar uma publicação em que afirmou estar “com saudade” da ex-presidente Dilma Rousseff, Deltan explicou que utilizou a expressão para comparar a situação fiscal dos dois governos.
Segundo ele, a atual gestão estaria ampliando os problemas provocados pelo crescimento das despesas públicas.
Deltan lembrou que o governo Dilma foi marcado por uma grave crise econômica, aumento da inflação e controvérsias envolvendo as chamadas pedaladas fiscais.
Na avaliação do ex-procurador, o cenário atual pode se tornar ainda mais preocupante caso o governo não consiga controlar despesas e estabilizar a dívida.
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Gastos públicos e arcabouço fiscal entram no debate
Deltan também criticou a substituição do antigo teto de gastos pelo atual arcabouço fiscal.
Segundo o pré-candidato, as novas regras oferecem maior espaço para o crescimento das despesas, enquanto o governo busca ampliar a arrecadação para financiar programas e compromissos públicos.
O aumento do endividamento influencia a percepção de risco do Brasil e pode afetar:
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a taxa de juros;
o acesso ao crédito;
os financiamentos bancários;
os investimentos empresariais;
a inflação;
o valor das prestações;
o orçamento das famílias.
Como a crise fiscal chega ao bolso do consumidor
Embora o equilíbrio fiscal pareça um tema distante do cotidiano, seus efeitos podem ser sentidos diretamente pela população.
Quando o governo acumula déficits e precisa financiar uma dívida maior, cresce a pressão sobre os juros e sobre a arrecadação.
Nesse cenário, consumidores e empresas podem enfrentar empréstimos mais caros, financiamentos com prestações maiores, menor oferta de crédito e redução dos investimentos privados.
Deltan critica aumento da arrecadação e dos impostos
Na entrevista, Deltan afirmou que o avanço das despesas força o governo a buscar novas fontes de receita.
Para o ex-procurador, o aumento da arrecadação e da carga tributária acaba transferindo parte do custo do desequilíbrio fiscal para empresas, trabalhadores e consumidores.
O governo Lula já foi alvo de críticas por medidas envolvendo IOF, tributação de investimentos, combustíveis, importações e benefícios fiscais.
Apesar do aumento das receitas, o equilíbrio das contas públicas continua sendo um dos principais desafios da equipe econômica.
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Críticas também miram a inflação e os juros
A situação fiscal é acompanhada com atenção pelo mercado financeiro porque pode influenciar as expectativas de inflação e as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic.
Quando investidores identificam risco maior nas contas públicas, podem exigir juros mais altos para financiar o governo.
Os efeitos também chegam ao setor privado. Empresas passam a pagar mais caro por capital de giro, enquanto famílias enfrentam taxas maiores em cartões de crédito, empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários e crédito consignado.
o atual arcabouço fiscal seria menos rígido que o teto de gastos;
a deterioração econômica pode comprometer o futuro do país.
As declarações representam a avaliação política de Deltan Dallagnol. O governo federal sustenta que o arcabouço fiscal busca combinar responsabilidade nas contas públicas com investimentos e políticas sociais.
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Perguntas frequentes
O que Deltan Dallagnol disse sobre Lula?
Deltan afirmou que a política econômica do governo estaria colocando o brasileiro “à beira do precipício” e criticou o crescimento dos gastos públicos.
Por que Deltan citou Dilma Rousseff?
Ele utilizou o governo Dilma como comparação ao falar sobre inflação, crise fiscal, despesas públicas e pedaladas fiscais.
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O que é deterioração fiscal?
É o enfraquecimento das contas públicas, geralmente associado ao crescimento de déficits, despesas, juros e endividamento.
A dívida pública interfere nos financiamentos?
Pode interferir. Uma percepção maior de risco fiscal pode pressionar os juros e tornar empréstimos, cartões e financiamentos mais caros.
Deltan será candidato nas eleições de 2026?
Deltan se apresenta como pré-candidato ao Senado pelo partido Novo no Paraná.