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Facções criminosas infiltradas na economia formal causam prejuízo bilionário à indústria, aponta artigo

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A infiltração de facções criminosas no setor formal, fenômeno batizado de “pejotização” do crime, deixou de ser ameaça periférica para se tornar um tumor metastático que sangra R$ 39 bilhões por ano da indústria, distorce a concorrência, corrompe cadeias produtivas e eleva o risco real de sanções internacionais dos Estados Unidos.

Enquanto empresários e autoridades fingem surpresa, o Coaf expõe a gravidade do problema no Rio: R$ 44 bilhões em movimentações suspeitas ligadas a quadrilhas apenas no setor bancário em três meses, um volume espantoso que revela como o dinheiro do tráfico, do roubo de cargas e do contrabando se lava hoje com CNPJs, contabilidade organizada e acesso ao sistema financeiro formal.

Em vez de combater o crime na fonte, o Estado brasileiro permitiu que ele se tornasse parte da “economia legal”, capturando empresas, fornecedores e até instituições, o que não apenas erode a base tributária e destrói empregos honestos, mas sinaliza aos mercados globais que o Brasil perdeu o controle sobre seu território econômico.

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A omissão complacente de governos e órgãos de controle transforma a “pejotização” em um dos maiores escândalos silenciosos da atualidade.

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