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Governador de SC Jorginho Melo manda cacique indígena “à merda” em barragem de SC e caso repercute nas redes: “Esse tem meu voto”

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Uma visita técnica às obras de recuperação da Barragem Norte, em José Boiteux (SC), terminou em um bate-boca entre o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e uma liderança indígena da Terra Indígena Laklãnõ. Durante a discussão, o governador respondeu com um palavrão à cacique, que havia interrompido sua entrevista para cobrar respeito e lembrar que a estrutura está localizada em território indígena.

A Barragem Norte é a maior obra de contenção de cheias de Santa Catarina e tem capacidade para armazenar mais água do que as barragens de Taió e Ituporanga somadas. Construída há décadas dentro da Terra Indígena Laklãnõ, a estrutura é alvo de disputas históricas entre o Estado e os povos Xokleng, Guarani e Kaingang.

Em 2014, durante um protesto, equipamentos hidráulicos, elétricos e mecânicos das comportas foram danificados. Um acordo firmado em 2015 previa a recuperação da barragem e medidas compensatórias para as comunidades indígenas, mas as obras não avançaram conforme o planejado.

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O impasse voltou a ganhar destaque em 2023, quando houve divergências sobre a operação das comportas durante um período de fortes chuvas. A situação envolveu atuação da Polícia Militar, confronto com indígenas e registros de feridos. Naquele mesmo ano, a barragem verteu pela primeira vez, em meio às enchentes que atingiram diversas cidades catarinenses.

Atualmente, o Governo de Santa Catarina investe cerca de R$ 9,9 milhões na recuperação da estrutura, incluindo a reforma de uma comporta que estava inoperante desde 2023, além da modernização da casa de máquinas e dos sistemas operacionais.

Paralelamente, seguem as ações de reparação voltadas às comunidades indígenas. O Estado afirma estar construindo moradias e outras estruturas previstas em acordos judiciais como parte das compensações relacionadas à barragem.

O episódio entre o governador e a cacique ocorreu durante uma fiscalização das obras e repercutiu nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a relação entre o poder público e os povos indígenas na região.

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