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Ministério de Lula enfrenta crise orçamentária e programa Gás do Povo é operado por apenas dois servidores

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O Ministério de Minas e Energia, responsável pela gestão dos setores de energia, petróleo, gás e mineração do país, enfrenta uma grave crise orçamentária e já não consegue arcar nem mesmo com despesas operacionais básicas, segundo documentos internos obtidos pela Folha de S.Paulo.

A pasta comandada por Alexandre Silveira relata falta de recursos para contratos de terceirizados e até para obras simples de infraestrutura, como a construção de uma escada de incêndio na sede do ministério, em Brasília.

O cenário atinge diretamente programas considerados estratégicos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O principal deles é o Gás do Povo, iniciativa voltada à distribuição de vouchers para compra de botijões de gás a famílias de baixa renda.

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Segundo os documentos, todo o programa está atualmente sob responsabilidade de apenas dois servidores dentro do ministério.

A estrutura reduzida administra um sistema voltado a cerca de 50 milhões de brasileiros, com média de 150 mil benefícios liberados por dia e fiscalização indireta de aproximadamente 60 mil revendas autorizadas de GLP em todo o país.

O Ministério de Minas e Energia afirma que solicitou desde outubro do ano passado a contratação de 16 novos servidores para atuar exclusivamente no programa, mas o pedido não avançou por falta de recursos orçamentários.

Em ofício enviado na semana passada à ministra Esther Dweck, Alexandre Silveira alertou para riscos operacionais e institucionais.

“A insuficiência de provimento das carreiras transversais solicitadas pode implicar riscos à implementação tempestiva da política pública”, afirmou o ministro.

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O documento também menciona impactos diretos sobre metas de combate à pobreza energética e redução das desigualdades sociais.

Além do Gás do Povo, o ministério coordena áreas consideradas centrais para a economia nacional, incluindo petróleo, energia elétrica, biocombustíveis, mineração e abastecimento energético. A pasta também supervisiona órgãos estratégicos como a Pré-Sal Petróleo, a Empresa de Pesquisa Energética, o Serviço Geológico do Brasil e a Nuclebrás.

Na área de pessoal, o ministério estima atualmente déficit de pelo menos 158 profissionais. Mesmo assim, o pedido emergencial encaminhado ao governo federal foi reduzido para 75 vagas consideradas prioritárias.


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