Clique e receba notícias do Poder Nacional em seu WhatsApp:
Entrar no grupo
Senador participará de sessão promovida pelo governo norte-americano e defenderá uma solução negociada para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participará, no dia 7 de julho, de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR. O encontro discutirá a investigação comercial aberta contra o Brasil, que poderá resultar na aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros.
Flávio será o primeiro participante a falar durante o segundo dia da sessão. A audiência está prevista para começar às 10h, no horário de Washington, o equivalente às 11h pelo horário de Brasília.
Publicidade
Durante uma exposição de aproximadamente cinco minutos, o senador pretende solicitar a suspensão do chamado “tarifaço” e defender uma solução diplomática, construtiva e negociada para as questões apontadas pelo governo norte-americano.
Segundo Flávio Bolsonaro, a imposição de novas barreiras comerciais poderá gerar impactos sobre as exportações brasileiras, o agronegócio, a indústria nacional, os investimentos e a geração de empregos. O parlamentar também argumenta que o aumento das tarifas poderia favorecer politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O debate ocorre em meio ao avanço de medidas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Recentemente, o governo norte-americano apresentou uma proposta de tarifa adicional de até 12,5% sobre produtos brasileiros, além de outras sobretaxas que estão sendo analisadas pelas autoridades responsáveis pelo comércio internacional.
A audiência pública será realizada nos dias 6 e 7 de julho, nas instalações da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington. O prazo legal para a definição e eventual aplicação das medidas comerciais contra o Brasil termina em 15 de julho de 2026.
A decisão final sobre a adoção das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Flávio Bolsonaro já havia defendido alternativas às sobretaxas e chegou a propor a substituição de tarifas comerciais por medidas individuais, alegando que punições sobre produtos brasileiros atingiriam diretamente empresas, produtores e consumidores.
Publicidade
Representantes de confederações, associações empresariais e companhias privadas do Brasil e dos Estados Unidos também prestarão depoimentos durante as sessões. Os participantes poderão apresentar argumentos favoráveis ou contrários às tarifas, destacando os possíveis efeitos sobre o comércio bilateral, a competitividade empresarial, os preços e a economia dos dois países.
O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, participará da audiência representando a Confederação Nacional da Indústria, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Companhia Siderúrgica Nacional.
Entidades norte-americanas ligadas principalmente aos setores de agropecuária, energia, sementes, pecuária e combustíveis renováveis também estão previstas no cronograma. Esses segmentos mantêm relações comerciais relevantes com o mercado brasileiro e podem ser afetados por uma eventual escalada tarifária.
O governo brasileiro, por sua vez, decidiu não enviar representantes oficiais. A avaliação é de que a audiência foi organizada prioritariamente para ouvir manifestações de empresas, entidades privadas e representantes da sociedade civil.
O cenário amplia as discussões sobre as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Em negociações anteriores, integrantes do setor produtivo já demonstraram preocupação com os efeitos do impasse comercial e da suspensão das conversas sobre o tarifaço, especialmente diante dos riscos para contratos internacionais, cadeias de produção e investimentos estrangeiros.